
...assim se entitulava um artigo, que lemos escrito por Margarida R. Pinto, com algumas citações a Fernando Alvim.
Entre outras coisas, diz assim...
"Como é que se define o amor? Como podemos saber se o que sentimos por esta ou aquela pessoa é mesmo amor e não qualquer outro estado intermédio ou subproduto do sentimento intermédio em questão?
O amor é a água do coração, sentimos que simplesmente não podemos viver sem ele.
O amor é um mistério insondável, mas tem os seus sinais inequívocos e na verdade não existe o amor per si, existem provas de amor. Quem não o mostra é porque não o tem e, se não o tem, não vele a pena tentar fazer omeletas sem ovos.
No amor não há dúvidas quanto à natureza do amor. Podem existir outras, do estilo "ele é adorável mas vou ter de lhe comprar boxers novos porque odeio aqueles slips que ele usa", mas não pomos em causa o amor que sentimos.
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente...
Nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante do que nós.
Um dos sinais inequívocos do amor é exactamente essa terceira entidade, o Nós, a consciência de que o Eu e o Outro formam algo que nos diferencia do resto do mundo. E o tempo que temos na nossa vida para Nós.